22 de setembro de 2010

Estiagem causa prejuízo aos produtores do Projeto Estreito

Antonio Liandro dos Santos, presidente do Conselho de Administração do DIPE em frente ao seu lote na EMSA, enfrenta problemas para manter seu lote irrigado devido à falta de água nas barragens e também à estiagem.


A falta da chuva provoca muito prejuízo a todos em vários aspectos porém, para os produtores do Projeto Estreito que necessitam de água das barragens Cova da Mandioca e a Barragem do Estreito para a irrigação da lavoura a situação está muito preocupante e muito dessa situação foi contada pelo presidente do conselho de administração do DIPE (Distrito de irrigação do Projeto Estreito) Sr. Antonio Liandro dos Santos.
Para o seu conhecimento, a capacidade total do projeto é de 5.000 Ha mas a área irrigada é de 3.000 Ha e ocupa o território dos municípios de Urandi (BA) com os Núcleos I e II e Sebastião Laranjeiras (BA) com o Núcleo III e a EMSA além das Gabrielas que também é dividido entre os dois municípios sendo que a maior parte está em Sebastião Laranjeiras.
O racionamento da água já acontece há três anos para os produtores da ENSA que irrigavam dia sim / dia não. No ano passado não houve volume suficiente de chuvas para acumular água nas barragens e os Núcleos I e II que vinham até então irrigando normalmente também entraram no racionamento devido o baixo volume da barragem do estreito. Atualmente as 16 horas semanais de água (Dois dias na semana com oito horas cada) é suficiente apenas para manter a lavoura viva e insuficiente para produção.
Basta um rápido passeio dentro do Projeto que você perceberá vários lotes abandonados ou onde os produtores já cortaram as bananeiras para preparar o terreno para uma outra cultura ou mesmo já abandonaram o lote e ainda percebe-se que não há produção de frutos.
A barragem Cova da Mandioca tem capacidade para 125 milhões de m³ de água atualmente tem apenas aproximadamente 5 milhões de m³, ou seja, 4% da capacidade total e as bombas conseguem puxar mais um mês, depois só ficará lama.
O DIPE é uma associação dos produtores e administra o Projeto e atua junto à CODEVASF que administra as barragens e é para onde vão os principais pedidos dos produtores do DIPE, entre eles:

  • Patrocínio para as contas de água (concedido);
  • Bolsa assistência para as famílias (Ainda não concedido);
  • Intervir junto ao Banco do Nordeste para haver negociação para investimentos (Ainda não concedido);
  • Indenização por perda de safra (Ainda não concedido);
  • Facilitação para o pagamento das parcelas dos lotes (Ainda não concedido).


Também já foram efetuadas reuniões com os prefeitos de Urandi (BA), Sebastião Laranjeiras (BA) e Espinosa (MG) onde foi mostrada a situação ao qual vive o Projeto hoje e para que eles intervenham para ajudá-los.
O principal produto produzido é a banana que ocupa de 95% a 98% do total e o principal destino é o Rio de Janeiro, se bem que já foi para São Paulo, Minas Gerais além de Salvador na própria Bahia.  “Apesar de ainda não ter uma marca registrada do projeto como a Banana Janaúba, que é uma marca registrada, eles, de Janaúba (MG) põem o selo deles em nosso produto e negociam como se fosse deles, o que comprova a excelente qualidade de nossa banana com boa cor e sabor”, disse Antonio Liandro.
Os produtores estão aguardando a chuva e esperam dia-a-dia por isso. São 570 famílias assentadas e já chegou a gerar, no auge, aproximadamente 3.000 empregos e como o sistema é irrigado, não há outra solução senão aguardar pacientemente pelas chuvas e também pela ação dos governantes, pois o Projeto é grande colaborador nos rendimentos dos municípios e se o Projeto estiver fraco todos perdem.

Você pode conhecer mais do Projeto Estreito acessando o site do DIPE:
http://www.dipe.com.br

e da CODEVASF:
http://www.codevasf.gov.br
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